Trump e Netanyahu estarão a preparar operação conjunta contra o Irão
O presidente
dos EUA e o primeiro-ministro de Israel têm estado em contacto sobre um
possível regresso conjunto aos ataques contra o Irão. A possibilidade estará a
gerar, no entanto, preocupações sobre os possíveis impactos nas eleições
intercalares norte-americanas e nas legislativas em Israel
O presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro
israelita falaram ao telefone sobre a possibilidade de lançar uma nova operação
contra o Irão antes das eleições nos dois países.
A informação é avançada pelo site de notícias Axios,
que cita funcionários norte-americanos e israelitas.
Netanyahu estará
preocupado com as informações dos serviços secretos que indicam que o Irão
estará a tomar medidas para reconstituir o programa nuclear.
Esta terça-feira, durante um comício para as eleições
intercalares norte-americanas, Trump garantiu, no entanto, que o Irão não terá
uma arma nuclear. Acrescentou mesmo que os Estados Unidos vão causar estragos
ao Irão.
“Esperem para ver o que vamos fazer ao Irão”
“Esperem para ver o que vamos fazer ao Irão. Vamos dar-lhes
uma lição. Estávamos fartos. O que importa é que eles não iam ter uma arma
nuclear, e não vão ter. Isso está enterrado debaixo de milhares de toneladas de
pedra.”
A chamada entre o presidente norte-americano e o
primeiro-ministro israelita aconteceu, segundo o Axios, antes de Donald
Trump ter garantido, na semana passada, que só avançaria com ataques contra o
Irão depois das eleições intercalares, marcadas para 3 de novembro.
A ameaça de uma operação conjunta surge num momento de
preocupação na Casa Branca e no Partido Republicano face ao que apontam as
sondagens para as eleições intercalares de 3 de novembro.
Os democratas aparecem com
sete pontos de vantagem sobre os
republicanos, em grande parte devido ao descontentamento popular com os altos
preços do gasóleo e o custo de vida.
Teerão quer preços do petróleo elevados
propositadamente
À Reuters, dois oficiais seniores iranianos revelaram que é
precisamente esse o objetivo de Teerão: manter o preço do petróleo elevado a
caminho das intercalares norte-americanas, razão pela qual estará até a ser
implantada uma nova estratégia no estreito de Ormuz, revelam, sem acrescentar
detalhes.
“O objetivo é frustrar as tentativas dos Estados Unidos e
dos seus aliados em diminuir os preços do petróleo.”
Segundo o Axios, Trump e Netanyahu terão mantido
várias conversas nas últimas duas semanas sobre um "forte regresso" à
ofensiva contra o Irão, nomeadamente contra alvos militares e nucleares.
Israel estará particularmente preocupado com a possibilidade
de o Irão utilizar a montanha de Pickaxe - onde construiu um complexo de túneis
- para enriquecer urânio.
Que impacto nas eleições israelitas?
O retomar dos ataques pode, no entanto, ter implicações nas eleições legislativas em Israel, que se realizam já no final deste mês, a 27 de outubro.
O Chefe do Estado-Maior General das Forças de Defesa de
Israel, Eyal Zamir, considera que pode mesmo obrigar a um adiamento do
sufrágio, já que é esperado que o Irão retalie qualquer ofensiva israelita.
Para os Estados Unidos, a preocupação, diz um funcionário
norte-americano ao Axios, prende-se com o facto de esta decisão poder
“virar-se” contra Trump, por recordar aos eleitores de um conflito “impopular”
e, potencialmente, fazer subir ainda mais o preço do petróleo.
Fonte: SIC Notícias, 14 de outubro de 2026
Trump e Netanyahu discutiram nova ofensiva contra o
Irão na semana passada. Hegseth e CENTCOM são os principais apoiantes
Proposta
foi avançada por Netanyahu numa chamada entre os dois líderes, na semana
passada, mas não é unânime dentro do círculo próximo de Trump. O Presidente dos
EUA também está relutante
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o
primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, discutiram na semana passada a
possibilidade de uma nova ofensiva contra o Irão antes das eleições nos dois
países. A informação é avançada à Axios por dois funcionários
norte-americanos, um israelita e um quarto “com conhecimento na matéria”.
Durante a chamada entre os dois líderes, que teve lugar
antes de Trump ter prometido não atacar o Irão antes das intercalares,
Netanyahu manifestou preocupação pelos avisos dos serviços
secretos israelitas sobre a
rápida reconstrução do programa nuclear iraniano, sobretudo a utilização da
montanha Pickaxe como centro de enriquecimento de urânio.
“O Bibi [alcunha de Benjamin
Netanyahu] parece querer entrar novamente [em guerra]. Ele conversou com o presidente
[Trump] sobre isso algumas vezes, e o presidente disse: ‘Bem, sabes, Bibi, vai
em frente e prepara-te'”, refere uma das fontes norte-americanas.
“‘Vai em frente e prepara-te’ é talvez agora, talvez mais tarde, talvez nunca”,
acrescentou.
Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas
israelitas, discutiu na semana passada com o seu homólogo norte-americano a
possibilidade de retomar os ataques nas próximas três semanas, de acordo com
uma das fontes.
Os novos ataques poderiam impactar as eleições em Israel,
mais concretamente através de ataques de retaliação por parte do Irão e do
adiamento do ato eleitoral, além de impactar a confiança pública israelita nas
forças armadas. Para os Estados Unidos, uma nova ofensiva poderia “relembrar”
os eleitores da causa do aumento do preço dos combustíveis.
Apesar de ter ficado mais
inclinado para retomar os ataques, Trump não tomou uma decisão.
Dentro da administração norte-americana, Pete Hegseth, secretário da Defesa, e
o Comando Central dos Estados Unidos são os mais favoráveis a novos ataques,
mas grande parte dos conselheiros do presidente quer continuar apenas com a
pressão económica.
No entanto, a informação é negada pela Casa Branca, enquanto
o gabinete de Netanyahu refere que o primeiro-ministro israelita “não comenta o
conteúdo das suas conversas”.
Uma nova ofensiva contra Teerão tem sido um assunto
recorrente nas últimas semanas, sendo que a dúvida persiste sobre se será
lançada antes ou depois das eleições intercalares nos Estados Unidos a 3 de
novembro. Na semana passada, Trump garantiu que não iria atacar o Irão antes
das eleições.

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