Trump ordena morte por fuzilamento a ex-militar
Perry Mason
(1957-1966) – Byron Palmer
O presidente dos EUA aprovou a execução de um antigo
psiquiatra do Exército norte-americano por um pelotão de fuzilamento. Nidal
Hasan matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.
Na altura, Hasan alegou que tinha aberto fogo como
retaliação pelos conflitos dos EUA contra o mundo muçulmano, diz a Reuters.
Atualmente, Hasan tem 56 anos e está numa cadeira de rodas após ter sido
atingido pelas autoridades no momento do ataque.
Segundo Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, Pete Hegseth,
o secretário da Guerra, “recomendou” este tipo de execução ao presidente dos
EUA, tendo recebido a autorização de Donald Trump esta segunda-feira.
Numa publicação no X, Parnell descreveu Hasan como um “jihadista que abriu fogo contra soldados americanos desarmados em Fort Hood, em 2009. Matou 13 pessoas e feriu outras 32, enquanto gritava «Allahu Akbar» durante o ataque”.
Parnell indicou que o “secretário do Exército vai definir a hora e o local da execução”.
As execuções de militares são raras nos EUA e só podem
acontecer com autorização do presidente. De acordo com a Reuters, será a
primeira vez desde 1961 que há uma execução de um militar. Segundo informações
do Death Penalty Information Center, a última execução foi feita através de
enforcamento.
Em comunicado, a associação Death Penalty Action, que é
contra a pena de morte, criticou a decisão do presidente dos EUA. “Não há nada
que Donald Trump adore mais do que o poder de matar.”
Fonte: Observador, 6 de outubro de 2026
O militar executado pelas Forças Armadas dos EUA em 1961 foi o soldado raso do Exército John A. Bennett
Bennett era o quarto de oito filhos de uma família de meeiros em Chatham, Virgínia. A sua escolaridade terminou na quarta classe. Apesar de ser epilético, conseguiu alistar-se no Exército dos EUA aos 18 anos. De acordo com uma avaliação médica após a sua detenção, Bennett tinha um QI de 67, indicando que tinha uma deficiência intelectual ligeira.
O seu caso envolveu a violação e a tentativa de homicídio de uma rapariga austríaca de 11 anos em 1954, crime cometido enquanto ele estava destacado na Áustria. Em 1954, poucos dias antes do Natal, Bennett, bastante embriagado, saiu do Campo Roeder em busca de um bordel. Testemunhas relataram tê-lo visto a vaguear, a entrar em casas de civis aleatoriamente e a perguntar por uma rapariga (ou, segundo alguns, por uma mulher) chamada Margaret ou Margot. Chegou a entrar numa casa e perguntou aos moradores se tinham galinhas. Mais tarde, nessa noite, em Siezenheim, encontrou uma miúda de 11 anos chamada Gertrude, que regressava das compras de Natal para os seus pais. Numa confissão feita à Polícia Militar do Exército dos EUA, disse:
"Caminhei um pouco pelo campo com ela e depois carreguei-a o resto do caminho, durante cerca de 25 metros. Ela parecia querer ir comigo. A razão pela qual a tinha carregado foi porque estávamos demasiado perto da estrada e eu queria ir mais para dentro do campo. Sentei-a no campo... Deitei-me sobre ela e introduzi o meu pénis na sua vagina. O meu pénis era demasiado grande para a vagina dela e ela começou a dar pontapés. Coloquei as minhas mãos sob as suas nádegas e forcei o meu pénis para dentro da sua vagina até ao fim. Tive relações sexuais com ela durante cerca de 5 minutos. Ela gritou duas vezes... Eu não lhe bati, não a esbofeteei nem nada que se pareça. Depois de começarmos a ter relações sexuais, ela tentou levantar-se, mas não tinha forças... e eu fiquei deitado sobre ela porque estava a gostar. Gostaria de deixar claro que não a forcei em momento algum.”
Bennett foi julgado e condenado por um tribunal marcial militar. O Código Uniforme de Justiça Militar dos EUA exige explicitamente a confirmação direta do Chefe de Estado para aplicar a pena capital. O então presidente John F. Kennedy recusou os pedidos de clemência e assinou a ordem para avançar com a punição.
A sentença foi cumprida no dia 13 de abril de 1961 por enforcamento nos quartéis disciplinares de Fort Leavenworth, no Kansas.
Até à data, ele permanece como o último membro do serviço militar norte-americano a ser executado. O tema voltou a ganhar destaque internacional após a recente decisão do presidente Donald Trump de autorizar a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, o atirador do ataque de Fort Hood em 2009.



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