Vítimas da ‘Burlona do amor’ esperam indemnizações há 10 anos
Seduzia
as vítimas com o seu charme e pedia-lhes milhares de euros emprestados.
Empresários e gerentes bancários eram alguns dos seus alvos
No verão de 2021 a PJ terminava a fuga de Elisabeth Saraiva quando
inspetores invadiram a casa de um piloto estrangeiro em Vilamoura e detiveram a
‘burlona do amor’, condenada a dez anos de cadeia. Em 2016 o tribunal de
Setúbal tinha-lhe atribuído doze anos de prisão mas o Supremo perdoou-lhe dois
anos. Uma década depois da primeira condenação, as vítimas nunca foram
ressarcidas, nunca mais viram o dinheiro que emprestaram a Elisabeth. Presa em
Tires, Elisabeth conta apenas com as visitas do pai e não tem qualquer valor
monetário nem patrimonial em seu nome, o que invalida que as vítimas recebam
qualquer montante.
Fonte: Correio da Manhã, 18 de outubro de 2026
‘Burlona do amor’ fingia ser rica para conquistar vítimas
Mulher de 59 anos dizia ser arquiteta e pagava as despesas
em todos os encontros com as vítimas. Envolveu-se com dois homens de Viana do
Castelo e conseguiu ‘sacar’ 200 mil euros. Está em prisão preventiva
No primeiro encontro com Manuel (nome fictício), 74 anos,
numa esplanada no Cais de Gaia, a mulher, Anabela
Carvalho de 59, que dizia ser
arquiteta, pediu um cálice de vinho do Porto que custou 21 euros. Impressionado
com a escolha cara, o homem questionou-a. “Sou
mais rica do que tu”, respondeu ela. Um mês depois o casal estava a
partilhar casa, em Ponte de Lima. Na semana seguinte, a mulher desapareceu com
150 mil euros de Manuel.
Fonte: Correio da Manhã, 1 de junho de 2026




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