Carro usado pela GNR para transportar órgãos tem de ser devolvido ao proprietário
Perry Mason
(1957-1966) – Cynthia Pepper
O
Tribunal de Loures ordenou que o carro que estava a ser usado pelo Destacamento
de Trânsito do Porto da GNR no transporte urgente de órgãos seja devolvido ao
proprietário, a quem tinha sido apreendido. O potente Mercedes CLS já foi,
inclusive, descaracterizado dos elementos identificativos da Guarda, mas está,
há mais de dois anos, parado em instalações da GNR, porque o seu dono, que terá
de pagar cerca de 15 mil euros ao Estado, recusa-se a tomar posse da viatura.
No meio deste impasse, os militares do Porto passaram a fazer o transporte de
órgãos em carros-patrulha
Ao JN, a GNR esclarece que o Mercedes CLS "foi
apreendido no âmbito de um processo-crime da Unidade de Ação Fiscal, que correu
termos no Juízo Central Criminal de Loures", e foi colocado no
Destacamento de Trânsito do Porto em 4 de janeiro de 2021, especificamente para
o transporte urgente de órgãos. Cumpriu esta missão até 15 de abril de 2024,
porque, em 28 de novembro de 2023, o Tribunal de Loures determinou "a
restituição da viatura" ao proprietário.
Fonte: Jornal de Notícias, 31 de outubro de 2026
Tribunal ordena devolução ao proprietário de carro
usado pela GNR para transporte de órgãos
No
processo foi decidido que o dono do automóvel teria de pagar ao Estado um
montante de 15 200 euros para levantar o carro
Um Mercedes CLS apreendido no âmbito de um processo-crime da
Unidade de Ação Fiscal e foi colocado no Destacamento de Trânsito do Porto da
GNR, em 2021, especificamente para o transporte de órgãos, vai ter de ser
devolvido ao proprietário, ordenou o Tribunal de Loures. O automóvel já foi
descaraterizado dos elementos identificativos da GNR.
No processo foi decidido que o
dono do automóvel teria de pagar ao Estado um montante de 15 200 euros para
levantar o carro, um valor resultante das intervenções feitas no automóvel
pela GNR. No entanto, a viatura ainda não foi levantada e permanece
"na posse da GNR, a aguardar a regularização da situação e a liquidação do
montante devido ao Estado", refere o JN.
A GNR anunciou em 2021 que dois carros apreendidos no âmbito
do decorrer de processos judiciais seriam para transporte urgente de órgãos,
entre eles o Mercedes em causa, responsável pela recolha nos hospitais da
região e transporte para unidades de saúde de outras localidades, incluindo
Lisboa. O então ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, referiu na
altura a importância de "colocar dois veículos com capacidades muito
particulares, celeridade e modificação de caraterísticas de condução", ao
serviço da GNR.
Fonte: Correio da Manhã, 31 de outubro de 2026

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