Carro usado pela GNR para transportar órgãos tem de ser devolvido ao proprietário

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O Tribunal de Loures ordenou que o carro que estava a ser usado pelo Destacamento de Trânsito do Porto da GNR no transporte urgente de órgãos seja devolvido ao proprietário, a quem tinha sido apreendido. O potente Mercedes CLS já foi, inclusive, descaracterizado dos elementos identificativos da Guarda, mas está, há mais de dois anos, parado em instalações da GNR, porque o seu dono, que terá de pagar cerca de 15 mil euros ao Estado, recusa-se a tomar posse da viatura. No meio deste impasse, os militares do Porto passaram a fazer o transporte de órgãos em carros-patrulha

Ao JN, a GNR esclarece que o Mercedes CLS "foi apreendido no âmbito de um processo-crime da Unidade de Ação Fiscal, que correu termos no Juízo Central Criminal de Loures", e foi colocado no Destacamento de Trânsito do Porto em 4 de janeiro de 2021, especificamente para o transporte urgente de órgãos. Cumpriu esta missão até 15 de abril de 2024, porque, em 28 de novembro de 2023, o Tribunal de Loures determinou "a restituição da viatura" ao proprietário.

Fonte: Jornal de Notícias, 31 de outubro de 2026

Tribunal ordena devolução ao proprietário de carro usado pela GNR para transporte de órgãos

No processo foi decidido que o dono do automóvel teria de pagar ao Estado um montante de 15 200 euros para levantar o carro

Um Mercedes CLS apreendido no âmbito de um processo-crime da Unidade de Ação Fiscal e foi colocado no Destacamento de Trânsito do Porto da GNR, em 2021, especificamente para o transporte de órgãos, vai ter de ser devolvido ao proprietário, ordenou o Tribunal de Loures. O automóvel já foi descaraterizado dos elementos identificativos da GNR.

No processo foi decidido que o dono do automóvel teria de pagar ao Estado um montante de 15 200 euros para levantar o carro, um valor resultante das intervenções feitas no automóvel pela GNR. No entanto, a viatura ainda não foi levantada e permanece "na posse da GNR, a aguardar a regularização da situação e a liquidação do montante devido ao Estado", refere o JN.

A GNR anunciou em 2021 que dois carros apreendidos no âmbito do decorrer de processos judiciais seriam para transporte urgente de órgãos, entre eles o Mercedes em causa, responsável pela recolha nos hospitais da região e transporte para unidades de saúde de outras localidades, incluindo Lisboa. O então ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, referiu na altura a importância de "colocar dois veículos com capacidades muito particulares, celeridade e modificação de caraterísticas de condução", ao serviço da GNR.

Fonte: Correio da Manhã, 31 de outubro de 2026

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