EUA suspendem apoio de milhões a Israel e Eisenkot exige explicações a Netanyahu
Perry Mason
(1957-1966) – Natalie Trundy, Ann Rutherford
Donald Trump anunciou, esta terça-feira, que chegou a acordo
com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para a suspensão do
financiamento de quatro mil milhões de dólares a partir do final deste ano. A
venda de armas a Israel deverá, no entanto, manter-se. Gadi Eisenkot exigiu
explicações a Benjamin Netanyahu. Em dia de eleições intercalares nos Estados
Unidos, e antevendo-se uma derrota do Partido Republicano no controlo do poder
legislativo, de acordo com as sondagens, Trump não esclareceu em que moldes
seria suspenso o acordo de financiamento, levando em consideração que o
Memorando de Entendimento entre os dois parceiros só expira em setembro de
2028.
O presidente norte-americano explicou, no entanto, que
Israel já não precisaria do apoio acertado, mas que ajudará o país “se for
necessário”: “É um país muito próspero. Não
precisam da ajuda”.
A decisão surge, precisamente, como uma resposta aos
argumentos dos democratas em período de campanha eleitoral, que se opõem à
política da Administração Trump relativamente ao conflito no Médio Oriente.
Gadi Eisenkot, que procura formar governo em Israel após o
resultado das legislativas, exigiu, na sequência, explicações a Benjamin
Netanyahu.
"O facto de o setor da defesa estar a tomar
conhecimento, através dos meios de comunicação social, de uma mudança na
relação estratégica demonstra como a conduta de Netanyahu representa um perigo
real", apontou, em comunicado.
"Mais uma vez, o primeiro-ministro de Israel mostra-se
incapaz de olhar nos olhos dos cidadãos e dizer a verdade", declarou.
Desde o início do conflito na Faixa de Gaza, em 2023, que os eleitores
democratas se têm insurgido contra o posicionamento norte-americano. As
eleições intercalares dos EUA são consideradas uma avaliação política do
trabalho do presidente em funções, podendo colocar dificuldades à aprovação de
medidas, consoante os deputados eleitos para Senado e Câmara de Representantes.
Uma sondagem da Universidade de Quinnipiac revelou que 48
por cento dos eleitores e 66 por cento dos democratas consideram “exagerado” o
apoio dos Estados Unidos a Israel.
Os próprios candidatos têm-se mostrado mais críticos em
relação à posição norte-americana, tal como alguns membros do movimento MAGA
(acrónimo para Make America Great Again - Fazer a América Grande de Novo) de
Donald Trump.
Fonte: RTP, 3 de novembro
de 2026

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