BMW apreendido pela PJ andou cinco anos com ministros. Quando voltou ao dono, chumbou na inspeção
César Boaventura, empresário de jogadores de futebol, envolvido no processo Malapata, apresentou uma participação criminal contra os responsáveis que através de um comodato cederam ao ministério da Administração Interna (MAI) um BMW que a PJ lhe apreendeu durante cinco anos. No final do julgamento, o Tribunal Judicial da Comarca do Porto ordenou a devolução do BMW que, segundo acórdão, não foi produto de qualquer crime, nem usado para o cometer. A viatura apreendida, requisitada pela PJ para ser usada em "fins investigatórios " - como se pode ler num documento dessa mesma polícia - acabou por fazer 38 quilómetros na Judiciária. Os restantes 141 mil quilómetros foram percorridos ao serviço dos gabinetes de sucessivos ministros da administração interna, desde José Luís Carneiro até Luís Neves – atual ministro e diretor nacional da PJ quando a viatura foi cedida ao MAI. Por quase cinco anos de uso de um BMW que custou 60 mil euros (usado), pouco antes de ser apreendid...